BNDES destina R$ 181 milhões a projetos agroindustriais na Bacia do Rio Doce
Recursos serão aplicados no fortalecimento da agricultura familiar e de cooperativas em 49 municípios de Minas Gerais e Espírito Santo
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Foto: Flickr
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta quarta-feira (27) a destinação de R$ 181 milhões para projetos deagroindustrialização e comercializaçãocooperativa da agricultura familiar em municípios atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão, ocorrido em 2015, em Mariana (MG).Os recursos serão provenientes do Fundo Rio Doce e disponibilizados por meio do edital Coopera Rio + Doce, conduzido pela Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater). Uma primeira parcela no valor deR$ 88,9 milhões já foi liberada e o cronograma estabelece outros três desembolsos até 2029.A iniciativa prevê investimentos na implantação, reforma, modernização e ampliação de pequenas agroindústrias, além da estruturação de centrais de distribuição, entrepostos, redes de abastecimento e espaços de comercialização.Também estão previstas ações voltadas ao transporte, armazenamento e distribuição de produtos, assim como a elaboração de diagnósticos, planos de negócios e projetos de investimento.Segundo a gerente extraordinária de Reparação do Rio Doce da Anater/MDA, Adriana Aranha, o objetivo é fortalecer as cooperativas e associações da região, ampliando a capacidade produtiva e o acesso aos mercados.
Inscrições e municípios beneficiados
As inscrições para o edital Coopera Rio + Doce estarão abertas até 18 de novembro, por meio da plataforma oficial da Anater.As propostas deverão ser apresentadas em formato colaborativo, reunindo uma entidade proponente e cooperativas ou associações beneficiárias. O prazo de execução dos projetos será de até 36 meses.A expectativa é contemplar pelo menos 18 organizações, incluindo cooperativas, associações e outros empreendimentos coletivos formados por agricultores familiares, produtores rurais, assentados da reforma agrária, quilombolas, silvicultores, extrativistas, ribeirinhos e integrantes de comunidades tradicionais.A iniciativa abrange os 49 municípios de Minas Gerais e Espírito Santo reconhecidos como atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão no âmbito do acordo de reparação.